Doze perguntas sobre a sua operação. No fim, o elo mais fraco dela — com nome.
Automatizar antes de saber onde o trabalho se repete é comprar velocidade para o erro. Estas
12 perguntas são de fato, não de opinião: quantas planilhas rodam ao lado do ERP, em quanto
tempo você sabe a margem de um pedido, quantas pessoas redigitam informação de um sistema
para outro. O resultado aparece nesta tela, na hora, antes de qualquer formulário.
Perguntas12
Tempo8 minutos
Resultadona hora, nesta tela
As duas primeiras perguntas são filtro. Se a empresa está abaixo de R$ 3M de faturamento ou
de 20 pessoas, o Raio-X encerra ali mesmo e te entrega um caminho que não passa por mim —
sem formulário e sem cadastro.
Pergunta 1 de 12
Nada sai daqui enquanto você responde. O resultado aparece nesta tela.
Hoje eu não sou pra você.
Meus projetos vão de R$ 18.000 a 60.000, e o diagnóstico que abre a porta custa de R$ 6.000 a 12.000, em 1 a 2 semanas. Numa operação abaixo de R$ 1M de faturamento ou com menos de 20 pessoas, essa conta não fecha: o que eu economizaria por ano não paga o que eu cobro. Prefiro te dizer isso agora do que na terceira reunião.
O que eu faria no seu lugar, sem contratar ninguém:
Pegue as 20 últimas notas que saíram e calcule a margem de cada uma na mão, numa planilha: preço de venda, menos custo de compra, menos frete, menos imposto, menos comissão. São umas duas horas de trabalho, feitas uma vez. Se alguma sair negativa, você achou sozinho um problema que ferramenta nenhuma acharia por você.
Quando a empresa passar de R$ 1M de faturamento ou das 20 pessoas, volta aqui — aí a conta começa a mudar.
Os quatro eixos estão abaixo, do mais fraco para o mais forte. Cada leitura fala das suas
respostas — não há comparação com média de mercado, porque essa média eu não tenho e não
invento.
O número que você escolheria ver 10% melhor:
Visibilidade
Quanto tempo leva pra você ter um número da operação na mão.
ERP e planilhas
Margem do último pedido
Dia em que o mês fecha
Hoje a empresa é administrada por sensação, e não é por falta de competência — é porque o número não chega. Se a margem do último pedido não tem resposta, nenhuma automação em cima dela é confiável: agente que decide sobre dado torto decide errado, e mais rápido. Este é o primeiro item, antes de qualquer robô.
O número existe, mas mora em planilha — e planilha não avisa quando erra. Fechar o mês depois do dia 15 significa passar metade do mês corrigindo o rumo pelo retrovisor. Antes de automatizar decisão, a camada de dados precisa parar de depender de quem monta a planilha.
Você chega no número, mas paga por ele em horas de gente. Enquanto a margem de um pedido custar meio dia de trabalho pra ser respondida, ninguém vai perguntar — e decisão que custa esforço vira decisão por intuição. O alvo aqui não é um relatório mais bonito: é derrubar pra minutos o tempo entre a pergunta e a resposta.
Você enxerga a operação quase em tempo real: sabe a margem de um pedido e fecha o mês na primeira semana. Isso muda o tipo de projeto que faz sentido aqui — o ganho não está em ver melhor, está em agir sozinho sobre o que você já vê. Agente autônomo em cima de dado bom é seguro, e é exatamente a sua situação.
Sem ERP, o Raio-X mede o que dá pra medir, mas a conversa muda: antes de agente, de painel e de integração, a operação precisa de um lugar único onde o pedido existe. Isso é decisão de sistema, não de automação, e eu digo isso mesmo quando é pior pra mim.
Retrabalho
Quanto trabalho a sua equipe faz duas vezes.
Pessoas redigitando
Horas por semana refazendo
Nesse patamar existe gente contratada em tempo integral para corrigir o sistema, em vez de operar o negócio. O tamanho disso não é opinião, é uma conta de três fatores: horas por semana × custo-hora carregado × 52. É a primeira conta que eu faço no diagnóstico, com a sua hora média — nunca com média de mercado.
Você tem gente empregada para fazer a ponte entre dois sistemas. Isso é custo fixo mensal pagando uma falha de integração, e ele cresce junto com o faturamento — ou seja, piora sozinho. É o trabalho que um agente faz de ponta a ponta: abre o sistema, lê o documento, aplica a regra, escreve de volta e avisa quando trava.
Há redigitação acontecendo, mas ainda cabe dentro da equipe. É o momento mais barato de resolver: o processo ainda é pequeno o bastante para ser reescrito sem parar a operação. Cada pessoa que copia dado de um sistema para outro é uma fatia do dia que não aparece em relatório nenhum.
Pouca gente redigitando e pouca hora refeita. O custo de retrabalho aqui é baixo, então automatizar tarefa manual vai render pouco — e eu prefiro te dizer isso agora do que te vender um projeto que não se paga. O dinheiro, no seu caso, está no eixo que ficou mais baixo aqui em cima.
Você marcou "não sei" nas horas de retrabalho. Isso não é um dado faltando — é o achado: ninguém mede o que refaz, então o custo nunca aparece em lugar nenhum. Medir isso leva uma semana e é a primeira coisa que eu peço.
Padronização
Se o processo roda pela regra ou pela pessoa.
Passagens manuais até a nota
Se a pessoa-chave sair 15 dias
Do pedido até a nota existem mais de 5 passagens manuais, e o caminho muda conforme quem está na cadeira. Cada passagem é um lugar onde o pedido para sem ninguém ver, e o prazo que você promete ao cliente não é o prazo que a operação entrega. Aqui não se começa por ferramenta: começa-se desenhando o caminho do pedido de ponta a ponta.
Se a pessoa-chave sair 15 dias e o processo atrasar ou parar, então o processo não existe — o que existe é uma pessoa. Isso é risco operacional antes de ser oportunidade de automação. Primeiro se escreve a regra; só depois ela vira agente.
O caminho do pedido até a nota tem de 3 a 5 passagens manuais. Não é urgente, mas é exatamente onde o prazo escorrega: cada passagem é um ponto em que o pedido pode ficar parado sem gerar nenhum sinal. Um agente que vigia essas passagens e avisa quando algo trava custa pouco e devolve prazo.
Poucas passagens manuais entre o pedido e a nota, e a operação roda sem depender da pessoa-chave. Isso significa que existe processo escrito, não só gente boa. Automação entra rápido numa operação assim, porque há regra clara para automatizar.
Você marcou "depende de quem atende" — é a pior resposta desta pergunta e a mais honesta. Quer dizer que o mesmo pedido percorre caminhos diferentes conforme o dia e a pessoa, e por isso o número de saída nunca fecha. Nenhuma ferramenta corrige isso: padronizar é trabalho de processo, e vem antes da primeira linha de automação.
Prontidão de dados
Se o cadastro aguenta uma decisão automática em cima dele.
Confiança no cadastro
Você não decide em cima do próprio cadastro — então nenhum agente pode. Ele aplicaria a regra certa no dado errado, mais rápido do que uma pessoa erraria, e com menos gente olhando. A camada de dados vem antes da automação aqui, e essa ordem não é negociável.
Nunca ter testado o cadastro já é um resultado: você não sabe se pode confiar nele. O teste é barato — pegue 20 itens, confira preço, custo e unidade contra a realidade. Se 3 estiverem errados, você achou o item 1 do projeto antes de gastar com o projeto.
"Com ressalva" quer dizer que a exceção mora na cabeça de alguém. Enquanto ela morar lá, toda automação precisa de um conferente humano no fim — e aí você automatizou metade. Limpar cadastro não é glamouroso, e é o que destrava o resto.
O cadastro é confiável a ponto de você decidir em cima dele. Essa é a condição que torna um agente autônomo seguro: ele lê o cadastro, aplica a regra e escreve de volta sem alguém conferindo atrás. Você está pronto para automatizar decisão, não só tarefa.
As perguntas que eu faria em seguida
Quem monta a planilha que fecha o mês — e o que acontece com o número quando essa pessoa tira 15 dias?
O custo que entra na sua margem é o custo de compra, ou o custo posto no seu CD, com frete, imposto e comissão dentro?
Das horas que a equipe gasta refazendo, quanto é conferência e quanto é redigitação? São dois problemas diferentes e o custo de resolver cada um não é o mesmo.
Qual é a hora média carregada de quem faz esse trabalho hoje? Sem esse número, nenhuma conta de retorno vale.
Do pedido até a nota, qual passagem é a que mais devolve trabalho para trás?
Existe regra escrita de quando um pedido pode sair sem aprovação, ou isso é combinado caso a caso?
Quantos itens do cadastro de produto estão sem custo, ou com custo parado há mais de 90 dias?
Quando um fornecedor muda de preço, quantos lugares diferentes precisam ser atualizados na mão?
Isto é um retrato preliminar, calculado por regra fixa sobre as 8 perguntas que pontuam — as
três primeiras situam a empresa e a última não entra na conta. Não substitui olhar a
operação: o Raio-X não conhece o seu volume de pedidos, a sua hora média, nem o que o seu
ERP já resolve.
O que o Raio-X mede?
Quatro eixos, calculados por regra fixa sobre 8 das 12 respostas. As três primeiras
situam a empresa — faturamento, tamanho e setor — e a décima segunda não pontua: ela é a
frase por onde eu começo a ler a sua empresa.
Visibilidade — Quanto tempo leva pra você ter um número da operação na mão.
Retrabalho — Quanto trabalho a sua equipe faz duas vezes.
Padronização — Se o processo roda pela regra ou pela pessoa.
Prontidão de dados — Se o cadastro aguenta uma decisão automática em cima dele.
A ordem entre eles importa mais que a nota de cada um. Um agente que executa — abre o
sistema, lê o documento, aplica a regra, escreve de volta e avisa quando trava — só é
seguro quando o cadastro por baixo dele aguenta a decisão. É por isso que "Prontidão de
dados" existe como eixo separado: ela decide o que dá para automatizar agora e o que
precisa ser arrumado antes.
O que o Raio-X não é
Não é nota de maturidade digital, não é selo e não é comparação com média de mercado —
essa média eu não tenho e não invento uma. Também não é o
Diagnóstico Express: aquele custa de R$ 6.000 a 12.000,
leva de 1 a 2 semanas, acontece dentro da sua empresa e sai com a perda calculada em reais
por ano. O Raio-X são 8 minutos de perguntas e uma regra fixa rodando por cima delas.
O que acontece depois?
O resultado é seu, de graça, sem deixar nada. Se você quiser, deixa o WhatsApp no fim e eu
leio as 12 respostas com calma e te escrevo uma página sobre a sua empresa — o que eu
atacaria primeiro e por quê. Chega em até 2 dias úteis, escrita por mim, na mão. Nenhuma
mensagem automática sai daqui, e "pare" encerra o contato para sempre.
Se preferir pular esta etapa e falar direto, o contato continua
aberto: 30 minutos, R$ 0. E se quiser ver como o trabalho roda depois de contratado, o
Método PRUMO descreve as cinco fases, uma por uma.